Índice de histórias:

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Cláudia Fernandes: "À Procura dos Olhos"

Rita Pires: "Mistério Desvendado" Esta história foi seleccionada pelos alunos/as para ser editada no quinzenário "O Almeirinense"

Marisa Antunes "As cartas invisíveis"

Carina Casimiro e Edina Cruzetta: "Mistério na Fábrica"

Carina Casimiro e Edina Cruzetta: "O que seria de nós no século XV"

Inês Bento: "O Diário da Princesa Inês"

Ana Carolina Veríssimo e Ana Catarina Assunção: "Uma Aventura na Neve"

Flávia Fernandes: "A Família dos Ursos"

 Esta página foi actualizada pelo última vez em 02/02/05

 

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ERA UMA VEZ ...

Uma menina chamada Ana Marta, que procurava a sua cara, quer dizer, os olhos de uma pessoa. “O quê?” - perguntam vocês. É que a Marta tinha um dom de olhar para os olhos das pessoas e ver a sua maneira de ser e por isso andava à procura dos olhos que lhe agradassem. Mas a menina já estava farta de saber como os outros eram e por isso não queria ter aquele dom, queria descobrir uma pessoa, a sua maneira de ser. Até que um dia estava a conversar com uma amiga e a dizer que estava farta de ser como é e a sua amiga sugeriu uma ideia:

- Porque não inventas amigos, como por exemplo bonecos, imagens, objectos, etc.

E foi o que ela fez ao chegar a casa. Foi para o seu quarto e começou a falar com uma boneca  a perguntar a sua idade, o seu nome, a sua maneira de ser, mas a boneca continuava sem lhe dar resposta. A Ana continuava a falar até que se fartou e saiu para dar uma volta. Pelo caminho pensava: “Será que encontro alguém que eu possa descobrir?”. Eram esses os pensamento da Ana Marta. Até que foi contra uma menina. Elas desculparam-se uma à outra e perguntaram o seus nomes, que eram Ana Marta e a menina Leonor.

             Mas, em todos os momentos, a Ana Marta não conseguiu ver como era a menina e estranhou. Então, perguntou-lhe:

- Tens algum dom, algum poder ou alguma coisa parecida?

- Sim tenho: consigo ver como são as pessoas através dos olhos. Mas há alguma coisa estranha: é que não te consigo ver através dos teus olhos. Não percebo porquê, mas ainda bem, porque já estava farta de ser assim. Queria descobrir alguém, percebes? - disse a menina.

- Claro que sim. A mim, aconteceu o mesmo e partilho da mesma opinião. Sabes, sou como tu e não gosto de ser assim. Mas, já que não te consigo descobrir, quero-te conhecer e quero ser tua amiga. Concordas comigo? - perguntou a Ana Marta.

- Claro que sim. - respondeu ela muito contente.

E lá foram elas muito contentes e conversando. “E o que aconteceu?”,  perguntam vocês. Isso é uma história que vocês vão inventar. Adeus, até à próxima.   

          

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Esta história foi seleccionada pelos alunos/as para ser editada no quinzenário "O Almeirinense"

Numa sexta-feira 13, numa terra distante, uma rapariga de 18 anos foi encontrada desmaiada na sua própria cama, com umas marcas esquisitas no pescoço.

A sua irmã mais nova, de 12 anos, resolveu investigar o assunto. Começou por investigar as marcas do pescoço da irmã. Para isso, foi ter com ela ao quarto durante a noite. Entrou e reparou que a sua irmã não estava na cama. Procurou na casa de banho, não encontrou. Procurou na cozinha também não estava. Voltou para o seu quarto, ligou o computador e foi à Internet. Procurou em vários sites e os resultados eram todos iguais. Tudo indicava que eram marcas de dentes de vampiro. Como ainda era criança, foi à estante dos livros de histórias, e procurou a sua história favorita. Era uma história de terror onde uma rapariga também tinha aparecido desmaiada na cama com as tais marcas esquisitas, como as que a sua irmã Márcia tinha. Depois de ler a história, foi dormir, pois naquele dia já não podia fazer nada.

Durante a noite, ouviu um barulho esquisito vindo do quarto da sua outra irmã. Em silêncio, foi investigar. A sua irmã Joana também estava desmaiada com as tais marcas no pescoço, como a Márcia. Voltou para o seu quarto e, ao passar ao pé do quarto da Márcia, reparou que ela ainda não tinha voltado.  Foi finalmente dormir.

Na manhã seguinte foi ao quarto da sua irmã para ver se encontrava mais alguma pista. No chão, estava um bocado de tecido rasgado. Como os seus pais trabalhavam num laboratório, ela foi lá para analisarem o pedaço de tecido. As colegas dos seus pais analisaram o pedaço de tecido e tudo indicava que era de uma criatura do outro mundo.

A criança suspeitava que a tal criatura do outro mundo era um vampiro. Para confirmar as suas suspeitas, foi buscar a câmara de filmar dos seus pais e escondeu-a no quarto da irmã de 18 anos. Um pouco antes da Márcia ir dormir, a criança foi ao quarto da irmã e ligou a câmara.

No dia seguinte, com esperança de ter desvendado o mistério, foi buscar a câmara para ver o que se tinha passado. Para sua desilusão, na imagem, só se via a irmã a levantar-se, pois logo de seguida ela tinha desaparecido. A criança, intrigada, levou a cassete e foi ter com os amigos dos pais. No fim de terem visto o vídeo, os cientistas chegaram à conclusão que a rapariga tinha desaparecido porque se tinha transformado em vampiro. Depois de terem feito algumas perguntas à criança, pensaram que talvez o próximo alvo fosse a criança, ou seja, o membro mais novo da família. Para poderem apanhar a criatura, era necessário montar uma armadilha, cujo isco seria a própria criança.

Depois de vários estudos, montaram a armadilha no quarto da rapariga que consistia numa rede com alhos presos. Quando o vampiro entrasse no quarto e pisasse uma corda, a rede subia de forma a capturar a criatura. Depois de apanharem a criatura, os cientistas, escondidos dentro de um armário que estava atrás da porta, mostrar-lhe-iam crucifixos e água benta.

Durante a noite, tudo correu bem, excepto a parte em que o vampiro quase conseguiu fugir. Mas, graças à criança, que tinha montado outra armadilha na única saída possível, o vampiro tinha sido, finalmente, capturado.

Depois de várias investigações à criatura, descobriram que a dinastia dos vampiros tinha acabado, pois o que tinha sido capturado era o chefe.  Antes de morrer, o vampiro foi sujeito a um “interrogatório”, onde revelou que já tinha atacado aquela família mais vezes, porque o seu antigo mestre das artes negras tinha sido morto por membros daquela família.

A partir daquele dia, ninguém e em lado nenhum ouviu falar de ataques de vampiros.

 

          

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As Cartas Invisíveis

 

Havia tês amigas  que adoravam aventuras: a Teresa, a Filipa e a Sofia.

Um dia, na escola, a Sofia disse a elas que tinha encontrado uma carta na mala dela e todas perguntaram o que dizia a carta. Ela fez uma cara estranha e disse:

-         Nada

-         Nada??? – disseram elas com espanto.

-         Se não dizia nada não era uma carta, era um papel qualquer – disse a Filipa.

Mas a Sofia não parecia acreditar que era um papel qualquer e disse que não tinha nada para além de uma coisa sem interesse, mas estranha.

-         E o que é? – disse a Teresa

-         “Cartas invisíveis”. Não acham um bocado estranho? O que é que acham que aquilo significa? – disse a Sofia com muita preocupação.

-         Já sei! Se calhar escreveram a carta com tinta invisível - murmurou a Sofia.

-         Deixa de ser infantil, devem estar só a gozar com ela. – disse a Teresa com uma voz mais alta do que o costume.

-         Eu vou para casa e amanhã falo com vocês.

E despediram-se todas umas das outras. No dia seguinte combinaram um encontro para falar sobre o mistério das cartas transparentes e a Sofia vinha com um ar alegre. Quando chegou ao pé delas disse:

-         Já descobri.

-         O quê?

-         Já sei como se pode ver o que está na carta!

-         E como?

-         A carta tem um cheiro a sumo de limão, o que significa que a carta foi escrita com sumo de limão e o sumo de limão pode ser utilizado para escrever cartas invisíveis.

-         E como é que podemos ler o que está na carta?

-         Venham à minha casa e eu mostro-vos.

E quando chegaram a casa dela foi acender o bico do fogão, agarrou na folha, pôs a folha em cima do bico do fogão e começaram a aparecer letras.

-         Eu não vos disse? Agora vamos ver o que está escrito cá em baixo.

-         AH!!! Conseguiste, conseguiste! Ainda bem, vamos ler o que diz.

 

Olá como não tinha coragem de te pedir desculpas escrevi-te esta carta invisível.

E, se conseguiste ler a carta, parabéns.

                                                                                             Luísa

 

- Ainda bem, que sorte! Não é nada de mal.

 

E assim acabou uma história onde três amigas desvendaram um mistério.

         

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Era uma noite bem escura quando uma grande tragédia aconteceu.

A detective Carina estava no escritório quando o telefone tocou. Do outro lado, ouvia-se uma voz muito aterrorizada:

- Ai, socorro está uma pessoa que aparenta estar morta com muitos ferimentos por todo o corpo, ajude-me, o que é que eu faço?

- Onde é que a senhora Edina Cruzetta encontrou o corpo?

- Eu encontrei-o num armazém abandonado onde antes se fabricava telemóveis.

- Não deixe ninguém aproximar-se para não danificar as impressões digitais e, se notar algo de estranho, não hesite em ligar-me, que eu vou a caminho.

Quando a detective Carina lá chegou, encontrou o corpo da vítima pior do que ela pensava, o corpo ou o que restava dele, estava no canto mais escuro e mais temido por todos. Porque existe uma lenda que diz que, em tempos, existiu um ser de outro planeta que durante o dia era humano e de noite se transformava num ser diabólico que nunca foi visto, mas no entanto ainda existiam pessoas que acreditavam que o seu espírito estava aprisionado e por isso ter vindo a ser o mais temido local da fábrica.

A detective foi interrogar a Edina.

- Onde é que a senhora estava na noite do crime?

- Eu estava a passar junto à fábrica, quando vi uma luz a reflectir do céu e eu, como sou muito curiosa, fui ver onde é que ia dar aquela luz e, qual foi o meu espanto, encontrei lá o cadáver.

A detective um bocadinho intrigada com o comportamento da Edina foi perguntar a algumas pessoas se tinham notado alguma diferença no comportamento dela. Perguntou a muitas pessoas mas não adiantou nada, até que chegou a uma amiga dela que lhe disse que tinha visto um bilhete de avião para bem longe daqui e, quando ela lhe perguntou porque é que ela ia bazar, ela tentou disfarçar para não lhe dizer nada.

Apercebendo-se que algo não batia certo, foi de novo interrogar a Sr.ª Edina Cruzetta, a qual lhe contou que o bilhete visto pela amiga era para ir passar férias, pois estava muito cansada e chocada com toda esta situação. Aproveitando a oportunidade da Sr.ª Edina estar calma e a colaborar, a detective aproveitou para lhe fazer mais algumas perguntas.

- A Sr.ª Edina conhecia a vítima?

- Sim, era a filha do dono da fábrica.

- Como a conheceu?

- Trabalhei na fábrica durante 5 anos, mas como abriu falência fomos todos despedidos.

- Quando foi despedida, como reagiu?

- Não reagi muito bem, como todos nós.

- Continuou amiga da vítima?

- Não tínhamos uma relação muito aberta, mas não eramos inimigas.

Dirigindo-se novamente para junto do corpo da vítima, para retirar impressões digitais e algumas fotografias e, para ver se havia algum vestígio que a ajudasse a esclarecer este mistério, viu que na parte de trás do pescoço estava um dente pontiagudo encravado na carne, o que viria a supor-se que teria sido atacada por algum animal feroz.

Com a pinça, retirou o dente e mandou-o analisar juntamente com as impressões digitais que tinha conseguido tirar, pois o corpo esteve todo ensanguado e em decomposição.

Quando de repente se lembrou que a Sr.ª Edina disse que conhecia a vítima. Como, se estava irreconhecível?

E foi com esta interrogação na cabeça. Chegando a casa, telefonou para a polícia para saber se a Sr.ª Edina Cruzetta tinha antecedentes criminais e, qual foi o seu espanto quando soube que tinha alguns crimes todos sobre homicídio mas só suposições, pois nunca nada fora confirmado.

Quando finalmente chegou o resultado das análises ao dente e às impressões digitais, veio-se a confirmar as suas suspeitas, pois as impressões digitais eram da Sr Edina Cruzetta.

A detective Carina apressou-se a ir entregar as provas à polícia para esta a ir prender.

Quando chegados a casa da Sr.ª Edina, esta não estava. Quando a detective Carina se lembrou do bilhete para o Brasil, telefonou para o aeroporto para não deixarem levantar voo pois, estava detida.

Chegados ao aeroporto, confrontaram-na com as provas e ela confessou o homicídio, explicando que matara a vítima e o dente encontrado era de um molde de uma boca de lobo para acreditarem que realmente existia um extraterrestre da lenda, para desistirem da recuperação da fábrica e ela a poder comprar por valor muito mais baixo.

Ouvida a confissão, a polícia prendeu  Sr ª Edina Cruzetta e também foi culpada pelos outros crimes apanhando uma pena de prisão de quinze anos por homicídio premeditado e sete por omissão do corpo, pois ela já tinha cometido o crime há cinco dias.

Algum tempo depois, aconteceu uma grande tragédia. Em todo mundo, era notícia a temível assassina Edina Cruzetta fugiu da prisão e todas as pessoas de todo mundo ficaram apavoradas com esta notícia.

A detective Carina foi à procura da assassina e encontrou-a mas foi surpreendida, a temível Edina Cruzetta fez dela uma refém, no mesmo armazém onde matou a primeira vítima. Só que a detective Carina foi prevenida com uma câmara oculta e um walkie talkie, e através desse walkie talkie conseguiu avisar o seu colega que era o mundialmente conhecido Tiago Teles que, desde  sempre, conseguiu prender os assassinos que há muito eram procurados, quando ele viu o pedido de ajuda, ele ligou o computador para localizar o local do crime e, qual foi o seu espanto, viu o único assassino que nunca ninguém tinha aprisionado nem mesmo ele, que se chamava João, mais conhecido por Pinto. Mas, quando o Tiago Teles chegou ao armazém, não estava lá ninguém, apenas um pequeno bilhete que dizia: “ SE QUISERES VER A TUA COMPANHEIRA VIVA, É SÓ IRES TER AO AEROPORTO”.
Depois de ele ter lido o bilhete, foi logo a correr ter ao aeroporto na esperança de encontrar a Carina e de prender a dupla de assassinos mais famosa do mundo por ter cometido dezenas de crimes mas, quando lá chegou, só encontrou a Carina que lhe disse que eles tinham fugido de avião.

Assim que ela lhe disse isto foram imediatamente perguntar à recepcionista qual tinha sido o último voo. Ao qual ela respondeu que o último voo tinha sido para o México: Passado algum tempo, a Carina e o Tiago arrumaram as malas e preparavam-se para partir para o México, quando receberam a notícia que o avião onde estava a dupla de assassinos tinha explodido e não tinha havido nenhum sobrevivente. Devido a este acontecimento, o caso estava encerrado, pensavam eles.

Passado dois anos do acontecimento, encontraram um corpo com os mesmos vestígios que a Edina e o João deixavam nas suas vítimas.

     

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No século passado muitas mulheres eram obrigadas a casar sem conhecer o seu marido, por isso muitas dessas mulheres não eram felizes no seu casamento.

A história que vamos contar tem que ver com esse assunto:

 

Há muitos e muitos anos atrás, no séc. XV, em Portugal o rei D. Dinis fundou algumas regras, entre essas havia uma regra que dizia: “ CONCEDO AOS CHEFES DE FAMÍLIA O DIREITO DE PODEREN ESCOLHER O MARIDO PARA AS SUAS FILHAS”. Então todos os senhores que tinham filhas adoraram as regras do rei e concordaram, dando-lhe todo o seu apoio, mas todas as moças odiaram a ideia. No entanto, não se atreviam a confrontar os seus velhos pais no que pensavam ser o melhor para elas. Então, encorajadas pelas filhas do rei, resolveram fazer uma manifestação com o objectivo de passar a mensagem a todas as moças do reino que não deviam deixar que os outros se intrometessem nas suas vidas, ainda que fossem os pais.

As duas filhas do rei, cujos nomes eram Edina e Karina eram as mais rebeldes de todo o reino e, apesar do seu descontentamento, seguiram as regras do pai  à risca até ao dia  do seu casamento.

Nesse dia, quando estavam no altar e olharam pela primeira vez para a cara dos seus futuros maridos, deu-lhes um enorme aperto no coração. Quando chegou a hora do “SIM”, olharam na cara uma da outra e desataram a correr para os braços dos seus verdadeiros amores cujos nomes eram João Florêncio e Tiago Teles.

E as duas moças fugiram com os seus amados fugiram dizendo que ninguém manda no coração nem mesmo nós; que ninguém deixasse que, por causa de regras idiotas, se estragasse a sua vida.

As moças, ao verem as próprias filhas do rei a quebrarem as regras, ficaram com mais coragem e confrontaram os seus pais com o mesmo afirmando que, se não as deixassem ficar com as pessoas que amavam, seguiriam o mesmo caminho das princesas.

          

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Era uma vez uma menina muito bonita. Essa menina era a Princesa do Reino da Fantasia, junto ao reino da Barafunda.

Certo dia, a princesa Inês decidiu casar-se. Então seu pai, o rei do país da fantasia, organizou uma festa para encontrar o marido ideal para a sua bela e única filha.

Mas (porque há sempre um “mas”) ela não queria que fosse o seu pai a escolher o marido, mas sim ela. A linda princesa ficou muito revoltada com a decisão do seu pai.

Passado pouco tempo chegou o dia da grande festa: o dia em que a princesa Inês iria conhecer o seu futuro esposo.

Na festa estavam presentes vários reis de outros reinos. Quando se aproximava a hora de conhecer os seus pretendentes, a princesa decidiu que iria fugir e pensou em falar com o cocheiro para lhe preparar um coche com o cavalo mais rápido que havia no reino. E assim foi. Quando o pai chamou a princesa para conhecer os pretendentes ela fugiu com o seu criado mais fiel, que ela conhecia desde a sua infância.

Depois de terem andado muitas horas, a princesa adormeceu, mas o Francisco (assim era o nome do criado) cavalgou até o Sol nascer. Quando ela acordou, viu o Francisco a dormir fatigado. Quando ele acordou, ela estava a olhar para os seus lábios e então deram um beijo apaixonado. A partir daí viram que não podiam viver um sem o outro e foram felizes para sempre em liberdade no reino da Fantasia.

         

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Nina estava ansiosa para ir investigar o estranho aparecimento do abominável homem das neves que o telejornal tinha anunciado. Mas os pais achavam uma ideia ridícula. Então ela tomou uma decisão: pensou em fugir. Mas para onde e como?

Então, pensou em arranjar as suas coisas durante a noite, quando toda a gente estava a dormir. Colocou o seu telemóvel no sistema de despertador; para a acordar às 4.00H.

E assim foi. Acordou muito sonolenta, mas como era por uma boa razão (ir para a neve), conseguiu acordar sem fazer barulho e arranjar as suas coisas.

Na cozinha, os talheres tinham vida. Aquela cozinha era como uma cidade: tinha presidente, cidadãos, funcionários da câmara, etc. O Presidente da Câmara era um garfo e, como todos os outros talheres, vivia numa gaveta, mas, claro, numa divisão separada das outras. Estas “outras”, eram as casas das “pessoas”. E as “pessoas” eram os talheres.

Naquela madrugada do dia 18 de Dezembro, o presidente decidiu fazer um discurso. Saiu de casa (a 2ª gaveta a contar de cima) e reuniu-se com os seus funcionários para fazerem os preparativos. A população já estava habituada aos discursos do seu presidente àquelas horas porque de dia estavam sempre a trabalhar ou a tomarem banho na grande banheira automática.

Quando o presidente estava a discursar, Nina chegou à cozinha para ir buscar comida para a viagem. Todos os cidadãos fugiram rapidamente apavorados, menos o presidente que ficou para enfrentar Nina que, apesar de ter achado muito estranho o facto de os seus talheres terem vida, não teve medo.

Nina conversou com os talheres durante toda a noite e até se esqueceu de que ia fugir para a neve. A partir desse dia, Nina ficou muito amiga dos talheres e viveram muitas aventuras juntos.

         

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   Numa pequena floresta vivia uma família de ursos constituída pelo Sr. Urso pai (chamado Sr. Armando), a Sr.ª Ursa mãe (chamada Sr.ª Antonieta) e o pequeno Urso filho (chamado Tintim).

Viviam numa casa feita de madeira (paus de árvore), coberta de folhas e dentro de um tronco de uma árvore. Um dia aconteceu uma coisa muito triste: a mãe morreu. O filho e o pai ficaram inconsoláveis, assim como também ficaram alguns animais da floresta porque a Sr.ª Antonieta era muito amiga de todos: levava-lhes comida, tratava deles quando estavam doentes, entre outras coisas. Mas o mais importante é que ela ensinava-os a ler e a escrever.

Há algum tempo atrás, quando os animais da floresta souberam que a Sr.ª Antonieta sabia ler e escrever, pediram-lhe para os ensinar e tornar-se sua professora. Como a Sr.ª Antonieta é muito atenciosa, não se importou de lhes fazer aquele favor. Então, os animais puseram mãos à obra: arranjaram um sítio, fizeram uma casinha pequena com mesas e tudo e, para finalizar a “escola”, escreveram o nome da Sr.ª Ursa na entrada da escola. Enquanto isso, a Sr.ª Ursa encarregava-se do material escolar.

Enquanto se recordavam disto, o Sr. Leopardo disse:

- Tive uma ideia.

- Ai sim? - disse a Sr.ª Águia. – Vá, conta lá!

- Que tal escrevermos uma carta em conjunto? Fazíamos uma homenagem à Sr.ª Ursa como forma de agradecimento por tudo o que ela nos fez e mostraríamos que nunca a iremos esquecer e que vamos recordá-la sempre com muito carinho e alegria... Então, o que é que acham da minha ideia?

- É óptima! - responderam todos muito contentes.

- Olhem, também podemos cantar a música preferida da Sr.ª Ursa! O que acham? - acrescentou o esquilo.

- Adoramos. - disseram todos os animais.

- É claro que todos nós gostamos. Afinal, nós gostamos todos da dona ursa e queremos agradecer-lhe e mostrarmos que gostamos dela. Que tal pormos mãos á obra antes que fique de noite? - finalizou o Sr. Pantera.

Então, foram buscar folhas, lápis, canetas, envelopes e flores para fazer um ramo grande para enfeitar a cova da Sr.ª Ursa. Depois de acabarem tudo, foram para o local onde a Sr.ª Ursa repousaria eternamente. Quando lá chegaram, fizeram uma roda em volta da cova da Sr.ª Ursa. A Sr.ª Pantera pousou o grande ramo de flores que eles fizeram com as flores da floresta e, de seguida, leu a carta.

A carta dizia que gostavam muito dela, que não iriam esquecer o que ela lhes tinha feito, que nunca haviam conhecido uma pessoa tão boa como ela, que recordá-la-iam com muito amor e carinho, que prometiam que iriam ajudar o seu filho e o seu marido no que fosse preciso e, para finalizar, despediram-se da Sr.ª Ursa dizendo-lhe adeus e que descansasse em paz.

De seguida, alguns dos animais foram a casa da Sr.ª Ursa para ver como estava o seu filho e o seu marido Armando. Quando chegaram lá bateram à porta, mas ninguém respondeu. Um dos animais disse:

      - Se calhar estão no quintal.

Então decidiram procurar no quintal, mas não encontraram ninguém. Voltaram a bater à porta e ninguém respondeu. Decidiram chamá-los:

- Ó Sr. Armando!!! Ó Tintim!!! - gritavam os animais.

Ninguém respondeu. Então o coelho disse:

- É melhor irmos embora: eles devem ter ido a algum lado.

Então eles decidiram ir-se embora. Contudo, enquanto iam embora, ouviram qualquer coisa a cair e assustaram-se.

- Ai que susto!!! Vocês não ouviram? Está alguém lá dentro! - disse a rã.

- Também acho! É melhor irmos lá ver, podem ter-se magoado!!! - disse a Sr.ª Pantera com alguma preocupação.

Voltaram para trás e abriram a porta (é que eles deixam sempre a porta aberta porque não há ladrões). Enquanto entravam, um dizia com algum medo:

- Está aí alguém?

- Quem é que está aí? - dizia outro.

Até que chegaram á sala e encontraram o Sr. Armando sentado no sofá perto da janela, pasmado a pensar. Andaram mais um pouco e encontraram o Tintim deitado na sua cama a pensar e com uma lágrima no rosto. Voltaram para perto do Sr. Armando e o esquilo disse, tocando-lhe no braço:

- Então, Sr. Armando? Você não nos ouviu chamá-lo?

Mas ele não disse nada nem se mexeu. Voltaram a perguntar-lhe e a tocar-lhe no braço, mas ele continuou sem dizer nada até que a dona Águia disse:

- Tive uma ideia.

- Ai sim? Então vá, diz lá depressa!!! - disse o esquilo, um pouco impaciente.

- Então aqui vai: que tal nós irmos buscar um copo com água e mandar-mos para cima do Sr. Armando? O que acham?

No início a Sr.ª pantera não concordava com a ideia, mas depois concordou. Afinal, ninguém tinha mais nenhuma ideia.

Então, o esquilo foi buscar o copo de água e mandaram a água para cima do Sr. Armando.

- E não é que resultou mesmo? - disse a Sr.ª Pantera um pouco admirada .

- Estava a ver que não acordava! No que estava a pensar? - perguntou o Sr. Esquilo. - E nem adianta perguntar se há bocado nos ouviu chamar...

- Posso falar, ao menos? - disse o Sr. Armando.

Calaram-se todos.

- Estava aqui a pensar na vida, mais precisamente na minha Ursinha preferida. Sinto muito a falta dela!!! - disse o Sr. Armando com um ar muito abatido.

- Mas vocês têm de reagir! Vá, saia desse sofá e vá trabalhar, cuidar do seu quintal, da sua casa e do seu filho. Vá chamá-lo porque nós queremos mostrar-vos uma coisa que acho que vos vai ajudar. - disse a Sr.ª Pantera com um ar muito contente.

Então o Sr. Armando foi chamar o seu filho Tintim e saíram de casa com os animais. Foram até á escola e, quando lá chegaram, a Sr.ª Pantera disse:

- Estamos aqui na escola da Sr.ª Ursa para eu vos dizer o seguinte: como todos sabem, infelizmente, a Sr.ª Ursa faleceu com muita pena nossa; também sabem que, desde então, esta escola ficou sem professora. Eu tive uma ideia para este problema: menino Tintim, a sua mãe não o ensinou a ler?

- Sim, mas o que é que isso tem a haver? Não a estou a perceber. - respondeu o Tintim com um ar desconfiado.

- Tu podes ser o nosso professor, que achas?

- Não seiiiiiii!!!!!!

- Espera, não digas nada. Se aceitares, aparece cá amanhã. Pensa na tua a mãe e no que ela quereria que tu fizesses. Xau e até amanhã.

No dia seguinte todos os animais foram para a escola à hora que tinham combinado com Tintim, para ver se ele aceitava ser professor deles. Estavam todos ansiosos. O Tintim nunca mais vinha e alguns dos animais queriam ir-se embora dizendo que ele já não vinha. Outros ajudavam a Sr.ª Pantera a acalmar os ânimos dizendo para não se irem embora. Então, a Sr.ª Pantera levantou o seu tom de voz e disse:

- Vocês não se lembram da promessa que fizemos à Sr.ª Ursa? Se não se lembram, eu vou recordar: nós prometemos-lhe cuidar e ajudar o seu marido e o seu filho no que fosse preciso e agora vocês querem ir-se embora!?

- Ele tem razão: a Sr.ª Ursa sempre nos disse que nós temos que fazer aquilo que prometemos.

Assim, todos os animais decidiram esperar. Enquanto esperavam iam arranjando as coisas, cheios de confiança. Até que o Tintim entrou na sala e, ao ver aquilo, disse:

- Bom dia a todos vocês. A partir de hoje, eu vou ser o vosso novo professor. 

   Os animais, quando ouviram aquilo, ficaram radiantes. Depois desse momento, começaram a marcar as turmas e as aulas. Os alunos que tinham aula naquele dia ficaram e os outros foram-se embora. Mais tarde, alguns deles foram a casa da Sr.ª Ursa para ver como estava o Sr. Armando. Quando chegaram lá bateram à porta e o Sr. Armando respondeu:

- Podem entrar, a porta está aberta.

Chegaram à sala e viram o Sr. Armando sentado no sofá. A Sr.ª Pantera perguntou-lhe:

- Já foi tratar do seu quintal?

- Não. - respondeu o Sr. Armando.

- E, ao menos, já comeu alguma coisa?

- Também não. Estou sem fome. - respondeu o Sr. Armando.

- Então, venha já comer. Nós vamos preparar-lhe alguma coisa para comer. Você não pode ficar sem comer, senão ainda fica doente. - disse a Sr.ª Pantera.

Enquanto ele comia, a Sr.ª Pantera disse:

- Nós vamos embora. Vimos cá mais logo e queremos vê-lo no seu quintal a tratar do seu jardim e da sua horta. Xau.

 Mais tarde, como eles tinham dito, voltaram para ver se o Sr. Armando estava a cuidar do seu quintal. Quando chegaram lá, ficaram muito contentes com aquilo que viram porque o Sr. Armando estava a cuidar do seu quintal.

E aqui acaba a minha história: o Tintim a dar aulas aos animais e o Sr. Armando a cuidar da sua casa, do seu quintal e da sua vida.

         

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