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Alexandra Martins: "Uma Aventura num Cruzeiro"

Ana Aguiar: "Vida de Pirata"   Esta história foi seleccionada pelos alunos/as para ser editada no quinzenário "O Almeirinense"

Cristiano Cardoso: "Um Emigrante Infeliz"

Rossana Matias: "Uma aventura no Castelo"

 Esta página foi actualizada pelo última vez em 02/02/05

 

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Uma Aventura num Cruzeiro

 

- Yes, yes, yes - dizia a Teresa enquanto pulava em cima da cama.

- Estás maluca! Ainda vais partir a cama, desce daí e diz lá o que é que tu tens - resmungou a irmã ao entrar no quarto.

- Luísa, ganhámos uma viagem num cruzeiro!

- O quê?

- Lembras-te que a mãe concorreu aquele concurso da televisão, e nós ganhámos a viagem num cruzeiro - explicou a Teresa à irmã.

- Vamos contar ao Chico.

Chico era um amigo delas, eram como irmãos.

Teresa e Luísa saíram de casa a correr para irem ter com o Chico. O Chico ainda estava a dormir, por isso abriu-lhes porta ainda ensonado.

- Chico, Chico! Temos novidades: a nossa mãe ganhou uma viagem num cruzeiro, e como é para 5 pessoas, tu também podes ir.

- E quando é que é essa viagem? - perguntou o Chico.

- Depois de amanhã - responderam as gémeas ao mesmo tempo.

- Então está combinado. Depois de amanhã, vou ter com vocês a vossa casa.

No momento do embarque acharam estranho que um passageiro que estava ali perto tivesse recusado que lhe levassem  uma certa bagagem até à sua cabine.

- Vocês não acharam estranho que aquele homem tenha recusado que lhe levassem aquela mala? - segredou o Chico às gémeas.

- Vamos mas é para a nossa cabine - disse a Teresa.

Ao irem para as suas cabines, Chico chocou com uma rapariga que levava umas malas na mão e que as deixou cair.

- Desculpa. - disse a rapariga.

- Não faz mal - respondeu o Chico.

- Como é que te chamas?

- Chico. E tu?

- Rosa.

Chico ficou apaixonado por ela.

- Querem ir lanchar? - perguntou a Rosa.

- “Bora” - responderam todos.

Enquanto estavam a lanchar, apresentaram-se, falaram sobre eles e foram para as suas cabines dormir. No outro dia, encontraram-se com a Rosa e foram para a piscina.

- Não achaste estranho um marroquino que viaja também neste cruzeiro? -perguntou a Luísa.

- Sim, reparei. E se fôssemos espiá-lo?

-Está bem, “bora” lá! - disse o Chico todo entusiasmado.

  Então foram espiá-lo à sua cabine, mas claro a porta estava fechada. Olharam pela fechadura e o que viram espantou-os! O que estava na mala era uma bomba.

-E…e…ele…é…é…um…te…ter…rorista - gaguejou uma das gémeas ao olhar pela fechadura.

- Temos que chamar a polícia!! Ele é um terrorista!

- Não vão, não! - disse o marroquino quando apareceu no corredor - Onde pensam que vão?

- Você é um terrorista! - gritou a Teresa.

O Chico começou logo ao murro com o marroquino e depois as gémeas, juntamente com a Rosa, com pontapés. Pontapé para aqui, murro para acolá, com aquela barulheira toda, veio o capitão a correr para ver o que se passava.

- Pai, pai: este homem é um terrorista - gritou a Rosa enquanto batia no marroquino.

Então, o capitão mandou chamar dois guardas para o prenderem.

- Só uma coisa: o capitão do navio… é teu pai? - perguntaram as gémeas ao mesmo tempo.

- É, mas eu não vos disse porque tive medo que, por causa disso, não fossem meus amigos - respondeu a Rosa.

- Tonta.

Então assim acabou a aventura e para sempre ficaram amigos.

                                                     

 

          

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Esta história foi seleccionada pelos alunos/as para ser editada no quinzenário "O Almeirinense"

Em 1971, num navio pirata, vivia uma mulher, Sara, um homem, Capitão Flint e uma “empregada”  cujo nome não se sabe.

Certo dia, Sara deu à luz uma criança (um menino), que era eu e deram-me o nome de Jim. A minha mãe teve um parto difícil, porque não havia nenhuma enfermeira para a ajudar. Eu fui crescendo e tornei-me num rapaz mal educado, mas não foi por falta de educação dos meus pais, eles até foram bons pais e rigorosos.

Passados alguns anos, avistámos terra. Era uma ilha deserta, mesmo deserta: só havia algumas palmeiras e o resto era areia. Depois de vinte e cinco anos a andar de barco, minha mãe e meu pai voltaram a pisar novamente terra, mas para mim foi a primeira vez.

Quando chegámos, montámos as tendas e, logo de seguida, fomos conhecer uma parte da ilha enquanto a “empregada” pescava. Na volta, aproveitámos e trouxemos frutos para o jantar. À chegada, deparámo-nos com uma enorme cesta cheia de peixe pescado pela “empregada” que foi servido ao jantar e ainda sobrou bastante peixe.

No dia seguinte, a minha mãe acordou bem cedinho e foi com a “empregada” fazer uma horta com sementes que lá tínhamos guardadas. Quanto a mim e ao meu pai, fomos cavar para ver se havia alguma hipótese de encontrar água. Encontrámos água, mas isso levou dias.

A horta ficou bonitinha e os vegetais deram-se bem com a água. Digo isso porque a “empregada” regava-as com a água salgada do mar. Certo dia, avistámos um barco que vinha em direcção a nós. Depois de terem lançado a “mini” âncora, viu-se a sair do barco uma rapariga, Jimy e a sua mãe Vanda, ambas apavoradas. Eu fui a correr para ver de quem se tratava e ver se estava tudo bem. Depois de as ter cumprimentado, perguntei porque tinham aquele ar apavorado. Elas disseram que tinham visto um barco pirata com a bandeira, o que significava que eles não iam ter dó nem piedade daqueles que encontrassem! Eu, apavorado, levei-as para perto da minha mãe e contei tudo ao meu pai que decidiu que partíssemos o mais rápido possível. Arrumámos tudo o mais depressa que pudemos dentro do nosso barco e partimos. Conseguimos escapar aos piratas e casei-me com a Jimy.

Os meus pais e a mãe de Jimy faleceram os três, três semanas após o nosso casamento e nós continuámos a ser “piratas”. Agora sou pai de dois casais e sou muito feliz!

          

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Há  alguns anos atrás havia um rapaz que era emigrante. Esse rapaz  morava em Portugal, mas emigrou para Espanha. O pai desse rapaz  estava doente, internado no hospital de Lisboa.

Certo dia o rapaz resolveu ir visitar o seu pai. Partiu de Espanha e, juntamente com a sua mulher e filho, seguiram  viagem. O rapaz estava tão cansado de tanto trabalhar que adormeceu no carro, já de madrugada, numa estrada de Espanha. Sem dar conta de nada, foi contra um camião num choque frontal. O carro esmagou-se e ficou desfeito, morrendo os três.

Quando a notícia chegou ao hospital de Lisboa, alguém contou ao seu pai sobre o desastre. Seu  pai que tanto sofria e nunca mais o filho via, fechou os olhos e morreu.

Daí em diante as pessoas diziam a todos os emigrantes para virem devagar porque havia tempo para chegar e abraçar Portugal. Dizem também que mais vale mais um minuto na vida do que a vida num minuto. 

          

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Era uma vez cinco amigos: a Ana, a Julieta, o Tino, o Farisco e  o Mimum. A Ana, uma grande amiga de Julieta, convidou-a para ir dormir a sua casa e ela aceitou.

No dia seguinte, quando acordaram, o Sol penetrava pelas persianas da janela do quarto. Ana, quando olhou para a mesa de cabeceira, viu um papel rosa. Ficou muito admirada, mas pegou-o e abriu-o, quando viu um desenho dourado que era um castelo e disse:

- É o castelo de Paço-dos-Negros.

- Sabes onde é? – perguntou Julieta.

- Claro que sim, mas primeiro vamos ter com os rapazes para eles verem. – disse a Ana.

- Quem será que pôs este papel aqui? – perguntou a Julieta.

Então, saíram de casa e foram ter com o Tino, o Farisco e o Mimum. Quando lá chegaram, a Ana disse:

- Olhem: quando eu e a Julieta acordámos, encontrámos isto em cima da minha mesa de cabeceira.

- Deixa-me ver. – disse o Mimum. - Não acredito! Isto é uma passagem secreta.

- Achas que podemos descobri-la? – disse a Julieta.

- Claro que sim, vamos lá! – disse o Mimum.

E lá foram todos para o castelo de Paço-dos-Negros. Quando lá chegaram seguiram as indicações do desenho até que entraram numa moagem que tinha um moinho ainda em funcionamento. Num canto do moinho descobriram um buraco que era o caminho secreto.

Farisco era o mais magro e então entrou para ver o que havia no outro lado. Quando chegou ao outro lado, mandou todos entrarem. Depois de entrarem, seguiram pela passagem secreta até que encontraram uma chave de prata.

- Olhem o que encontrei! – disse o Tino.

Todos ficaram admirados. Ele guardou-a e seguiram caminho. Lá mais à frente, encontraram um caixote e o Tino descobriu uma fechadura e experimentou chave que tinha descoberto. A chave funcionou e abriu o caixote.

- Olhem: achei um tesouro! – disse o Tino.

Foram logo todos a correr para verem. Ficaram muito entusiasmados.

- O que vamos fazer com isto? – perguntou a Ana.

- Vamos dividi-lo e assim ficamos ricos! – respondeu o Farisco.

- Pode ser. – disse a Julieta.

Dividiram o tesouro, mas mesmo assim ficaram curiosos e continuaram pelo cominho secreto. Tino olhou para o desenho e viu a imagem de uma raposa. Foram em busca desse local até que encontraram uma porta com essa imagem. Abriram-na e a Ana, como já tinha andado por ali com o seu pai, disse:

- Já estive aqui! Estamos debaixo de uma ponte numa terra sem nome.

- Então porque não chamamos a esta terra Raposa? – disse a Julieta.

E assim foi. Aquela terra passou a chamar-se Raposa e o grupo de amigos ficaram com o tesouro. No fim de crescidos, foram os fundadores da Raposa.

         

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